Fonte: Jornal Zero Hora
Em palestra a policiais militares e civis, o comandante do 9º Batalhão de Polícia Militar, tenente-coronel Carlos Bondan, reivindicou que PMs possam lavrar autos de prisão em flagrante.
- Cansamos de fazer papel de guardas. Quem prende deve cuidar do preso até o fim, encaminhar toda a prisão - resume Bondan.
O oficial sugere que a PM, se fez a prisão nas ruas, também tome o depoimento do preso e o encaminhe ao presídio após o registro do flagrante, que será analisado por um juiz. A legislação atual ordena que a Polícia Militar encaminhe o preso à Polícia Civil, para que esta tome o depoimento dele e o encaminhe ao presídio.
A manifestação ocorreu em um simpósio no Comando de Policiamento da Capital (CPC) e foi a culminância de uma antiga desavença entre as duas polícias, cujo pivô atual é justamente as prisões em flagrante.
Há anos prolifera na Capital as discussões envolvendo os flagrantes. PMs reclamam do tempo perdido nas delegacias, à espera de serem ouvidos pelos colegas civis. Num caso extremo, neste ano, cinco policiais militares largaram uma vítima de furto e um suspeito do crime capturado por ela na delegacia. E foram embora, em protesto contra a demora.
A reivindicação de Bondan recebeu caloroso apoio na BM, caiu como uma bomba entre policiais civis e reacendeu as chamas da rivalidade histórica alimentada entre as duas corporações há mais de cem anos. O primeiro a reagir foi o chefe da Polícia Civil, delegado Pedro Carlos Rodrigues. Ele criticou os colegas de farda por “avançarem em seara alheia” e sugeriu que trabalhem mais:
- Os PMs que façam o serviço deles, como evitar os cinco assaltos a banco que tivemos em 48 horas.
Policiais civis usam a legislação como argumento
Numa rara coesão, os dois sindicatos de agentes da Polícia Civil elogiaram a posição do chefe de Polícia. E lembraram como saudável o fato de os policiais que prendem serem diferentes dos que analisam a prisão em flagrante. Isso garantiria uma isenção no processo.
- É inconcebível que em um regime democrático e de direito, existam militares para cuidar da segurança pública interna do país. Reitere-se: o regime no Brasil é democrático e não mais militar - provoca, em nota oficial, o Sindicato dos Servidores da Polícia Civil (Servipol).
Luiz Felipe Teixeira, vice-presidente da Ugeirm-Sindicato (também dos agentes), diz que apenas no Brasil e em dois países da África existe uma Polícia Militar. No resto do mundo, a polícia é judiciária e civil, com um seguimento uniformizado, acrescenta.
O presidente da Associação dos Delegados de Polícia (Asdep), Wilson Müller Rodrigues, também se uniu ao repúdio contra a posição dos PMs.
- Não admitiremos, sob nenhuma hipótese, que alguns ilustres oficiais da BM continuem tentando solapar atribuições que não lhes pertencem - resume.
Os policiais civis se amparam em duas legislações, a Constituição Federal e o Código de Processo Penal. Ambos dizem que cabe à autoridade de Polícia Judiciária (Civil) elaborar autos de prisão em flagrante.
A manifestação do tenente-coronel Bondan, que renovou o histórico mal-estar entre policiais civis e militares, está longe de ser um ato isolado ou impensado. PMs têm se articulado no país para lavrar flagrantes. Esse foi o assunto dominante no Congresso Nacional das Polícias Militares, realizado semana passada em Goiás, confirma o coronel PM Marlon Jorge Peza, presidente da Federação de Entidades Militares Estaduais:
- Depois de fazer os Termos Circunstanciados, ganhamos certeza de que as PMs podem e vão fazer prisões em flagrante. Do começo ao fim. Faremos um mutirão para explicar à sociedade que isso simplifica tudo e o povo só vai ganhar.
Peza, que é coronel da ativa em Santa Catarina e professor de Doutrina Processual Penal, enfatiza que os PMs não querem presidir o inquérito policial (documento que registra a investigação de crimes). Isso porque numa prisão em flagrante, “o fato se esgota em si”. Já o inquérito demanda investigações, missão da Polícia Civil, acredita.
Secretário defende que fique tudo como está
O presidente da Associação de Oficiais da Brigada Militar, coronel reservista Cairo Camargo, também é simpático à lavratura de flagrantes pelos PMs e vai além: “Sou favorável à extinção do inquérito policial”. Ele acredita que uma alternativa seria o juizado de instrução, no qual o caso (flagrante ou investigação) é acompanhado passo a passo por um juiz:
- Sobre o flagrante, que cada polícia cuide dos seus presos. Se a prisão foi feita pela BM, que ela possa conduzir o preso até o seu destino.
Apesar da confiança exibida pelos PMs, se depender do secretário da Segurança Pública, Edson Goularte, os flagrantes continuarão sob controle da Polícia Civil.
- Cada polícia tem sua competência e assim permanecerá - resumiu ele, ontem, em visita à sede da Polícia Civil, num discreto apoio aos anfitriões.
Autor: HUMBERTO TREZZ I( humberto.trezzi@zerohora.com.br )
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Infelizmente a PC é uma instituição desacreditada, e não tem compromisso com a sua atribuição e nem respeito com a população, eles alegam falta de pessoal mas quando tem não querem fazer as suas obrigação. As vezes chegam até a se esconderem. É lamentavel mas é verdade. Portanto sou favorável sim que a BM confeccione o AUTO de PRISÂO em FLAGRANTE.
Mais uma vitória da sociedade gaúcha se aproxima!
Senhores, é mais do que sabido que duas polícia para dividir o mesmo serviço gera mais desencontro, do que benefícil, além de ser desnecessário.
Má distribuição de renda
Salário Mínimo terá reajuste de 12%
R$ 464 a partir de Fevereiro - 2009
Soldos ficarão ainda mais defasados
OBS: De acordo com o STF (súmula vinculante n.º 06), o soldo do militar, exceto no que concerne aos recrutas, não pode ser inferior ao salário mínimo vigente no País.
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Salário de ministros do STF pode subir para R$ 25.725,00.
Um SOLDADO de POLÍCIA deveria receber, no MÍNIMO, 10% desse valor (R$ 2.572,50)!
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O PM não tem VALOR???
Acredito que a sociedade ganharia muito mais se a PM fizesse a sua função que é OSTENSIVA, apenas OSTENSIVA. Se o trabalho da policia civil em investigar é muito, culpado, a PM que não faz a sua função. Daqui a pouco vão querer denunciar e julgar. Uma piada. O melhor é acabar com policia MILITAR, verdadeiro retrocesso da sociedade. Falando em julgar, foi isso que fizeram com o Joãozinho,no Rio de janeiro: Julgaram, condenaram e executaram( à morte).
Acho que a BM e PC deveriam lutar por melhores salarios de seus agentes e se preocuparem com suas atribuiçoes constitucionais.Que é defender o povo gaucho e elucidar crimes.Cada qual na sua atribuiçao e vestindo a sua camisa.Obrigado e saudaçoes a todos os policiais que por uma briga de estrelas e interesses sofremos e pagamos o pato.
Os oficiais só querem pegar o poder que hoje é dos delegados, pra poderem se fortalecer. Só vçao arrumar mais serviço pra PM (como se a PM precisasse de mais srviço!). Voces, PRAÇAS, concordam com isso? Quem vcs acham q vao fazer o serviço pesado? quem vai digitar, etc. Os oficiais, como sempre, só vão assinar, normalmente sequer aprenderão a fazer os procedimentos. Abram o olho, praças otários!
Cara!
Falar que a PM deveria somente ser OSTENSIVA, é fruto de uma mente retrógrada e rançosa contra nossa instituição. É típico de uma pessoa com mentalidade de 5° mundo. Outra atrocidade, é dizer que se a polícia civil está abarrotada de serviço, é por culpa da PM que não faz sua função, deixando de observar as inúmeras causas sociais e de personalidade que levam as pessoas a delinqüir. É lamentável!!! O que ocorreu com o tal “Joãozinho” no Rio, foi obra de criminosos vestindo a farda e não de uma instituição ou de uma maioria de PMs honestos, trabalhadores e pais de família que também fazem parte da sociedade, também são vítimas de violência e também repudiam o ato criminoso contra “Joãozinho”. Ora, Senhor Sérgio Mattos, por favor! Pense 50.000 vezes antes de escrever barbaridades na internet!!!
É importante passo no sentido de modernizar a instituição policial que atua ostensivamente, pois não basta somente a polícia militar efetuar policiamento ostensivo, a polícia militar tem que efetuar serviços investigativos e lavratura de flagrantes , pois sendo parte do sistema de combate às atividades criminais existentes , a polícia militar ao fazer o serviço pela metade ou ficar na dependência de outros órgãos gera ineficiência técnica no combate ao crime , quem perde com isso é o cidadão que paga impostos e vê sua vida sob risco em face da inoperância da polícia em determinados segmentos da atividade policial , inoperância esta gerada por força da lei.
Com os atuais níveis de criminalidade que assola a sociedade brasileira, é de vital importância que as instituições policiais militares passem por reformas, e não só as instituições, mas antes a constituição federal o código penal e o código de processo penal, precisa-se de reformas no sentido de tornar mais eficiente e eficaz o combate à atividade criminal perpetrada por grupos estruturados tanto dentro como fora do governo brasileiro, os quais colocam sob risco não só a sociedade, mas o próprio estado democrático de direito, pois o dinheiro adquirido apartir das atividades criminais que são inseridos de forma ilegal no sistema financeiro nacional subsidiam outras atividades criminais mais perniciosas, tal como financiamento de políticos e ideologias “simpáticas ao crime” e também a “imprensa marrom” a qual vêem dando cobertura a política de caos a qual visa desestruturar a sociedade civil de forma a manter-la desinformada e acuada.
Mais do que PC e BM ficarem discutindo e intrometendo-se um no trabalho do outro , o que deveriam fazer era cada um cumprir com suas obrigações e atribuições, que já são muitas. Outra, preparo! Longe estamos de dizer que as duas corporações do Estado são preparadas para enfrentar a criminalidade e defender o CIDADÃO , principal função destas. Se não acreditam então prestem atenção e vejam como fica o estado psicológico de seus agentes quando enfrentam bandidos em qualquer ação policial. Vc só ouve gritos desordenados de policiais, mostrando realmente que não conseguem dominar seu nervosismo, ocasionando isto um trabalho mal executado. Outra coisa é que olhem o cidadão como pessoa,àquele que paga os salários dos agentes e não como marginais, mostrando total desrespeito consigo, parecendo que somente seus integrantes são homens honestos e de caráter.
Infelizmente, a Polícia Militar está cada vez mais avançando, e segundo a própria Carta de Porto Alegre elaborada pelos oficiais da PM em 2006, após encamparem as atribuições da Polícia Judiciária, irão em busca do controle sobre as guardas municipais e das empresas de Segurança Privada, atribuição da Polícia Federal. A fome voraz da PM não irá parar por aí. A PM irá ainda tentar monopolizar a Segurança Pública interna do país, onde ficarão com um poder inimaginável. Vejam bem senhores, uma instituição que vive sob Regulamentos Disciplinares que não respeitam a dignidade dos próprios praças, que são submetidos a constantes humilhações pelos oficiais, quer pregar que irão respeitar as pessoas e os direitos constitucionais?
Sou favorável ao ciclo completo de policia, mas através de uma policia uniformizada civil, desmilitarizando imediatamente toda e qualquer organização militar que não seja as Forças Armadas (Exercito, Aeronautica e Marinha).
Caso a PC fosse apenas competente e menos corrupta, não se sugeriria para PM nem sequer confeccionar TC’s muito menos APF’s. Sem falar no tempo que se PERDE em uma DP, alguns muitos casos mais de 24h já se foram perdidos em ocorrências de flagrante delito.
O princípio da Eficiência da Administração Pública, a POLÍCIA CIVIL não conhece ou não faz questão de conhecer…
acredito que como em outros países a possibilidade de ciclo completo de policia somente agilizaria os procedimentos e atendimento da população, então sou favoravel que a PM possa lavrar o flagante…, e ademais não existiu na ditadura somente por parte de militares se não me engano a policia civil também fazia parte do mesmo contex então que argumento mais esdruxulo de ligar a PM a ditadura quando a policia civil tem a mesma ligação historica
Senhores, estão ressuscitando os anos de chumbo.
Não há previsão legal, é incostitucional…
Aguardem, e verão…
A doutrina do militarismo é a doutrina o inimigo. O papel do bom militar é subjugar o inimigo. O policial militar enxerga, dentro do meio em que foi moldado, a sociedade como “o inimigo”. Por este motivo é que as principais polícias do mundo são civis! A função da polícia é proteger a sociedade e não tê-la como inimiga. O treinamento todo da PM é voltada ao combate, ao tiro, ao desarme, à subjugação em geral. É fato que a PM vê o cidadão não como a vítima, mas como o agressor em potencial. Isto explica o medo das pessoas quando uma viatura da PM ou BM passa pela rua com seus trogloditas armados até os dentes fazendo cara feia.
Sobre o flagrante, hoje a BM se sente ainda um pouco reprimida em fazer o que quer na rua, bater, matar, torturar , pois o policial tem que se explicar com o Delegado posteriormente, o qual, pode perfeitamente prendê-lo em flagrante por tais crimes. O flagrante feito por BM, em ambiente militar, seria um salvo conduto a todo tipo de agressões, torturas, etc. Seria um absoluto RETROCESSO.
Devemos caminhar para frente, em direção à polícia de NY, de TÓKIO, da INGLATERRA, CANADÁ….. e não para trás, em direção à polícia MILITAR de UGANDA, IRAQUE, e por aí vai.
Marcelo Gimenes
Delegado - São Paulo
O dia em que cada instituição deste deste país, começar a respeitar a constituição federal, poderemos ter certeza de que estaremos no caminho certo. Enquanto isso, temos que ler mátérias absurdas, que somente falam sobre luta de poder. Cada macaco no seu galho! esse é o ditado. Se a gloriosa, pelo menos realizasse sua função ostensiva, já estariamos obtendo vitórias.
Só mesmo no Brasil para uma iniciativa dessas…
Nem todo oficial da BM é formado em Direito. Impossível um oficial da BM ou da PM, após deixar o serviço, requerer a inscrição nos quadros da OAB. Por que? Porque não são operadores do Direito.
Um Delegado pode? Claro que pode, porque pressupõe ser detentor de um Diploma de Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais.
Enquanto os Oficiais tentam andar por searas alheias, o trabalho bem feito de policiamento ostensivo é deixado de lado, como fica claro pelas manchetes dos jornais.
Fim ao militarismo da Policia. Militares, só os das Armas de Defesa. Em todo o mundo, exceto em Botsuana e Serra Leoa - além destas terras tupiniquins.
O que se deve, sim, é:
1. Desmilitarizar as Polícias
2. Salários e garantias para os policiais, independente de serem da Judiciária ou da Ostensiva. Os ganhos mensais devem permitir uma vida confortável, na qual não haja necessidade de “bicos”. O trabalho policial é estafante, perigoso, arriscado, e deve ser regiamente pago. O Estado tem esse dever, e precisa ver o Policial como o mais especial dos seus agentes.
3. Simplificação do Flagrante: várias peças são repetidas, em um número excessivo de cópias. Devia se restringir às oitivas, colheitas de prova e uma simples qualificação (garantida por digitais) do preso, comunicada de imediato à Autoridade Judiciária. Comunicações on line entre a Polícia Judiciária e a Autoridade Judiciária. Tudo isso tornaria a permanência dos Policiais Ostensivos menor nas Delegacias.
Por ora, entendo essas sugestões aproveitáveis. Claro que serei criticado, mas sabemos todos que o Estado se utiliza dos Policiais bem além do que os recompensa, e dentro dessa estrutura que “extrai o suco e despreza o bagaço” há uma infinidade de políticos e superiores que desconhecem o que é cuidar da segurança da população.
Interessante, quando os cometerem os excessos, que se diga são habituais usam do “espirito de corpo” e não apuram, imaginem se começcarem a fazer o auto de prisão em flagrante, com certeza o advogado ficara do lado de fora do batalhão, o T.C.O.P., foi em tese outorgado o direito da PM fazer sobre o argumento da celeridade, pois tudo seria feito no próprio local, assim não mais seria preciso a parte ir ao DP., o que esta ocorrendo as partes são conduzidas par a CIApm, QUAL A MUDANÇA a instituição que faz o TCOP nada mais.
Os PMs devem buscar é fazer melhor a obrigação deles, tentam por todas as maneiras entrarem no quintal alheio, logo, logo, irão quer prender, processar e julgar, tudo na forma do procedimento inquisitivo.
Ao que parece foi estabelecido estado de sítio no país e esqueceram de avisar.
Nunca vi tanto absurdo jurídico junto, idéias ao arrepio da norma constitucional e da lei. Afronta ao Estado de Direito, adquirido com tanta luta e tenaz exercício da democracia.
Pelas mesmas razões apontadas pelos oficiais da PM do RS, a partir de agora todos estamos investidos do poder jurisdicional e a decisão judicial pode ser prolatada por qualquer um, pois a justiça é lenta mesmo. Ah, me esqueci, para que haja processo crime tem haver denúncia e os prazos também não são atendidos pelo Ministério Público, portanto, quem chegar primeiro ao balcão do fórum, pode fazê-la, em papel de pão mesmo. Meu D-us, quanta irracionalidade!
Caso alguns tenham esquecido, prisão em flagrante delito não é mera peça burocrática, muito longe disto, é a materialização jurídica/burocrática de decisão administrativa excepcional que envolve um cidadão e priva-o de um dos seus principais direitos, “a liberdade”. Decisão esta que tomada sem critério de análise jurídica preliminar e fundamentada, afastada da comoção funcional de quem “tromba” com o fato, pode gerar danos irreparáveis ao patrimônio moral e penal do cidadão.
Idéias como as apresentadas pelos oficiais da PM do RS, e obviamente encampadas pelos demais oficiais, demonstram o despreparo e falta de compromisso com a cidadania, com o Estado de Direito e com a Democracia.
É chegada a hora de efetivamente ser repensado este formato de polícia “militar”, pois começa dar prova de estar completamente desalinhada com a realidade democrática do País, pois agora ousam externar, de forma delirante, a contrariedade ao estabelecido na Carta Magna e forçam interpretação, por demasia repudiada pelos tribunais de toda nação. Acaba de acender a luz amarela e, uma das vertentes do monopólio do uso da força do Estado, a PM, dá sinais de descontrole e insanidade. BASTA!!!!!!
Nossa Constituição Federal divide, claramente, a atribuição das duas Polícias. à Polícia Militar, cabe o policiamento ostensivo, enquanto à Polícia Civil cabe o repressivo (investigativo). Isto quer dizer que a Polícia Militar tem a função de impedir que o crime aconteça, sendo que a Polícia Civil tem a função de, ocorrendo a prática criminosa, investigá-la, no intuito de descobrir seu autor. Assim, a Polícia Militar é fardada e se mostra para a população e para eventual criminoso, tentando inviabilizar a prática do crime. Porém, ocorrido o delito, é a Polícia Civil a responsável pela investigação, a fim de comprovar a existência, efetivamente, do crime, bem como desvendar sua autoria. A prisão em flagrante não é uma prisão pura e simplesmente, que se esgota em si mesma, como disse o citado comandante, o qual, lamentavelmente, demonstra profundo desconhecimento da nossa legislação e da própria função de sua instituição. A prisão em flagrante é ato investigativo, uma vez que informações trazidas pelo preso podem desvendar a prática de outros crimes, possibilitar a invasão de cativeiros, o encontro de entorpecentes, de cadáveres, todos considerados atos de investigação, os quais a Polícia Militar não está equipada, nem tem o conhecimento jurídico para assim atuar. Muitas vezes, o interrogatório de um preso durante a prisão em flagrante, além do já comentado, possibilita o pedido de prisão temporária, fundamenta expedição de mandado de busca, a fim de produzir provas, inclusive contra o próprio preso. E isto tem sido feito bravamente pela Polícia Civil. Se há demora na lavratura do auto, isto é culpa da legislação (Código de Processo Penal), a qual, mesmo diante da recente alteração (lei 11.113) ainda coloca entraves burocráticos incríveis à lavratura do auto de prisão em flagrante. A solução, desculpem, não seria repassar esta responsabilidade para a Polícia Militar, mas sim modernizar a legislação e dar melhores condições de trabalho para os policiais civis. É preciso consignar que se a Polícia Militar tem críticas em relação ao serviço prestado pela Polícia Civil, deve fazê-las, afinal vivemos em uma democrácia, em que pese essa Polícia seja chamada de MILITAR. Porém, primeiro deve se preocupar em cumprir sua função constitucional, que é a de impedir que o crime aconteça, o que, diga-se, não vem ocorrendo a contento. Assim, sugiro que façam congressos e seminários para melhorar a atuação do policiamento ostensivo e não para se sobrecarregarem ainda mais com atos de investigação, uma vez que seria considerado desvio de função. Nada mais.
Seria ferir a CF se a PM lavrasse flagrante. Além do mais, o Delegado Civil é um operador do direito o que não ocorre com oficiais da PM, muitos deles com o 2° Grau. Como expedir Nota de culpa e tipificar o delito se não tem formação acadêmica? Um retrocesso em prejuízo da sociedade.
É um absurdo, estamos na democracia, imaginem a cena, o trabalhador, confundido com algum preso, ápós ser torturado fisicamente e moralmente, é apresentado para o juiz, (já que o PM receberá uma folga por cada prisão em flagrante). Cade o contraditório? Na minha modesta opinião: a PM tem que trabalhar nas ruas evitando o crime, se ela já fizer isso já é um bom começo, e a policia judiciaria, os tramites normais do processo, e todos com salários dignos!
SABEMOS QUE NÃO FOSSEM AS ESCOLTAS DE PRESOS, POLICIA PREVENTIVA (GARRA,GOE,SIG,ETC…), VIGILANCIA EM CADEIAS, CLARO QUE AS POLICIAIS CIVIS TERIAM MAIS TEMPO PARA A POLICIA JUDICIÁRIA, MAS ISSO OCORRE EXCLUSIVAMENTE PORQUE AS POLICIAIS MILITARES, O ABSURDO DOS DIAS DE HOJE, NÃO CUMPREM COM SUA TAREFA OSTENSIVA E PREVENTIVA, E QUANDO O FAZEM O OCORRE O QUE OCORREU EM SANTO ANDRÉ-SP. E AINDA QUEREM PRESIDIR FLAGRANTES.
Será que é tão difícil assim, aprender (ou até mesmo aperfeiçoar) os “complexos” procedimentos laborais da polícia civil, como: digitar nome, filiação, endereço, tipificação do delito, pesquisar na internet, pesquisar em bancos de dados disponíveis (isso até meu filho pequeno saberia fazer, e, talvez com mais preciosismo), etc? Não querem é largar o filé. Pois atrás desses discursos de que a CF já definiu tudo (mudem então os dispositivos constitucionais que forem necessários), percebe-se uma desculpa para não perderem PODER, que é a única coisa que importa para os “INSUBSTITUÍVEIS” delegados - a sociedade que se exploda, ela não mereçe um serviço de primeiro mundo.
sou pm, há seis anos, e com muito orgulho desempenho minha profissão, mas que passado esses poucos anos de serviço, estou com um grande desânimo deste trabalho, pois o descaso do governo com a segurança pública é tão grande, o faiz de conta é enorme. Infelizmente, só quem está dentro das instituições ( PM e PC), é que sabe o que realmente acontece. Pois o cidadão fica só sendo enganado pelos meios de comunic ação, que são parceiros do governo. As duas policias tem que continuar, cada uma fazendo seu papel, mas pelo amor de Deus, nos queremos VALORIZAÇÃO, em todos os sentidos, pois CHEGA de todos só cobrarem, e a valorização não acompanhar as cobranças, é este desiquilibrio na balança que doi mais. ERROS, existem em todas as instituições, mas que na policia, principalmente na pm, adoram mostrar só este lado negativo, que se olhar pelo grande numero de profissionais nas ruas, são numeros insignificantes. São profissionais que trabalham armados, mal remunerados, mal visto pela maioria da população (graças aos meios de comuncação) e que diariamente recebem cargas pesadas de adrenalina em ocorrencias. Aí vem um dito delegado, dizer que somos trogloditas andando de viatura, esse possivelmente nunca colocou o pé na rua, e sobre os comentarios de querer igualar a PM com a ditadura militar, fiquem sabendo que a ditadura militar eram as forças armadas, e a PM estava na rua éra para dar um minmo de controla à população, indignada com os generais do exercito, …etc. E as prisões eramde grande maior parte decretadas por delegados ( hoje anjinhos), escondidos nos calabouços das delegacias preparando-se para as torturas, e que a PM só conduzia.
Eu só quero respeito, a minha intituição, de que se a PM parar hoje, neste exato momento, o caos se instala automaticamente, é só parar pra pensar.
Então, acho que as discussões devem seguir por outros caminhos, como por exemplo, VALORIZAÇÃO DA POLICIA DO BRASIL.
Meu Deus. As associações das polícias civis daquele estado são muito desinformadas e incoerentes. Veja: “só existe duas policias militare no mundo , fora a brasileira”? , eu digo que existe muito mais: CARABINIERI da ítalia, os Gendarmiere da França, o Gerndarme chilenos , a gendarme national argentina, a guarda portuguesa. Recentemente doi estados dos EUA passaram a terem polícias estaduais militares. Outra incoerência: as associaçãoes compararam o termo “militar” com “antidemocrático”? A ditadura foi só militar, o partido dos militares, ARENA,não era composto por civis? nunca existiu uma ditadura civil? Absurdo. Os militares existem desde que o mundo é mundo. Uma polícia ideal tem que ser militar, pois pode ser versatil na defesa de uma nação. Meu amigo oque ocorre é que realmente dentro da polícia militar é mais fácil ocorrer injustiças, contudo, em alguns países que eu citei, ela é inclusive muito democratica (são poucos cargos e tem um plano de carreira único com altos salarios para os soldados ,não confunda sd pm com sd do EB, na pm, o SD, eles são policiais como o AGENTE DA CIVIL, OK). Não confunda militar com ditadura. Já houve muita ditaduras civis. Militar significa = relativo a guerras ,as milicias a soldados. Não vamos falar asneira. Inclusive já houve sociedades totalmente militares (a espartana, por exemplo). Vamos da poder para a pm acabar com os criminosos, vamos dar a ela APF.
“sergio mattos disse:
12 de setembro de 2008 às 14:16
Acredito que a sociedade ganharia muito mais se a PM fizesse a sua função que é OSTENSIVA, apenas OSTENSIVA. Se o trabalho da policia civil em investigar é muito, culpado, a PM que não faz a sua função. Daqui a pouco vão querer denunciar e julgar. Uma piada. O melhor é acabar com policia MILITAR, verdadeiro retrocesso da sociedade. Falando em julgar, foi isso que fizeram com o Joãozinho,no Rio de janeiro: Julgaram, condenaram e executaram( à morte).”
Sergio, o trabalho da civil de investigar os crimes é muito porque a PM trabalha muito, ou seja obtem o sucesso em prender os criminosos, afinal essa é uma das formas de evitar o crime e mostra a eficiência da PM (afinal só DEU é onipresente). Outra, a população hoje é enorme e ,proporcionalmente, existem muito mais criminosos, a sociologia do crime explica. A única forma de resolver uma parte do problema é simplificar as coisas. Ao invez de deixarmos o PM “agarrado” horas na delegacia, é melhor ele mesmo fazer o APF. Você sabia que nos EUA nehuma polícia TEM DELEGADO (como quase em todo mundo )? Você sabia que o ministério público pode repudiar o inquerito policial? Você sabia que em uma polícia de ciclo completo (VC SABE OQUE É ISSO?) de um pais evoluído cada um dos policiais, novato mesmo, TEM A ATRIBUIÇÃO DE UM DELEGADO? Ou seja, , se em um estado tiver 50 mil policiais, são 50 mil policiais com poder de delegado, e eles, políciais de rua, quando prendem um criminoso não tem que levar para outra entidade ou autoridade, o flagrante já esta ratificado. Este sistema de polícia brasileiro tem que mudar , doa a quem doer, é isto ou a unificação das polícias, oque você quer?
Tem muitos policiais civis que fazem corpo mole e não tem um pingo de respeito como os colegas, sou totalmente favorável a BM fazer o auto de prisão em flagrante, já que quem trabalha mais mesmo é a BM. E que se extingue a PC de vagabundos…
o nosso modelo atual de polícia já mostrou que não resolve o problema da segurança publica,decadas já se passaram e a violência só almenta,o povo clama por mudanças na segurança publica tem que haver a unificação das polícias e a sua desmilitarização transformando-a em uma só polícia comunitária e em regime civil eu não entendo no paiz que se diz democratico mantém uma polícia militar é contraditório ou é demagogia vamos mudar esse modelo ultrapassado e falido que temos.obrigado.
É até escandaloso ter que ler um parecer ridiculo desses como o do Rodrigo. Nota-se o quanto é despreparado, não tem um pingo de responsabilidade com o que diz, nem respeito por uma profissão. Até pode ter alguns que fazem corpo mole na PC, como tem na PM, quando da uma ocorrência em um lugar e eles vão para outro, só chegam ao local do fato muito após o ocorrido, e muitas vezes para destruir provas, o que é comum, dificultando e muito o trablho investigativo. Não fazem o dever de casa que é prevenir o crime ainda querem usurpar função que não lhes compete, se cumprissem seu papel constitucional, a maioria dos delitos não ocorreria, o policiamento preventivo, mais serve para turismo, pegam as VTR e saem passear pela cidade. Abordagem de suspeito, nem pensar, claro que não podemos generalizar, mas na maioria dos casos é o que ocorre. Digo isso com autoridade de quem acompanhou por longos anos o trabalho na instituição, saí de lá por discordar do que ocorria. Sempre foi assim, a PC é taxada de corrupta etc… porém não é bem o que se vê nos noticiários, onde as gangues são de fardados assaltando etc… vamos ter cuidado com o que se fala. Opinar é uma coisa, agora acusar é outra. Em todo lugar tem os bons e os maus, portanto não ha uma Policia 100%. Poré é bom que fique claro que cabe a cada um de nós extinguir os maus policiais para limparmos o nome da instituição a que servimos. Se cada uma Policia cumprir a sua parte com eficiência não teria tempo para ficar querendo invadir a função da outra, a população agradeceria. Abraço.
Parabens pelo seu site, colega! Nao gosto muito de fazer comentarios, mas o seu site esta muito bom mesmo! Continue com esse bom trabalho!
Em primeiro lugar, faço questão de registrar a admiração e o respeito que dedico às polícias civil e militar. Não consigo imaginar a tão propalada “briga de estrelas” entre ambas; quiçá, até pelo fato de residir numa pequena cidade que faz fronteira com o Uruguai, onde se faz indispensável que ambas as polícias trabalhem em conjunto, até porque ambas dispõe de pouca infra-estrutura. Considero que seria uma medida importante em prol da segurança pública que a Brigada Militar pudesse lavrar autos de prisão em flagrante. Digo isto porque há poucos dias foram emitidos dois Mandados de Busca e Apreensão com relação ao mesmo indivíduo: um, para o Delegado e um para a Brigada Militar. A Delegacia de Polícia já se encontrava fechada àquela hora e dois corajosos brigadianos, retornando ao seu Pelotão, se encontraram com o elemento que devia ser detido, cumprindo, incontinenti, o Mandado de Prisão que lhes fora entregue, no fórum, minutos antes. A possibilidade de que a Polícia Militar venha a lavrar autos de prisão em flagrante seria uma forma de modernizar esta instituição policial, que, hoje, atua ostensivamente, pois, efetuando serviços investigativos e a lavratura de flagrantes, estaria auxiliando de forma mais efetiva para combater as atividades criminais que atingem tantas famílias, o que também poderia gerar mais eficiência no combate ao crime.Afinal, quem perde com certa inoperância decorrente da legislação pátria é o cidadão, justamente aquele que paga impostos e sente a sua vida, de seus familiares, e até mesmo o seu patrimônio, correndo um constante risco, diante da impunidade, que só serve para aumentar a criminalidade e as suas vítimas.